sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

QUANDO A BÍBLIA FAZ MAL!

Sempre que se obedece à Escritura por causa dela mesma, se está cedendo à tentação do Diabo!

Não é de estranhar, portanto, que o pai da fé, Abraão, tenha vivido pela fé na Palavra antes de haver Escritura, mostrando-nos assim, que a Palavra precede a Escritura.

A fé vem pelo ouvir-escutar-crer-render-se à Palavra.

E a pregação só é Palavra se o Espírito estiver soprando. Do contrário, é só prega-ação!

E a pregação que não é Palavra é apenas estudo bíblico, podendo gerar mais doença do que libertação.

A grande tentação é fazer a Escritura se passar por Palavra. As Escrituras se iluminam como a Palavra somente quando aquele que a busca tem como motivação o encontro com a Palavra de Deus. Ou quando o Deus da Palavra fala antes ao coração!

A Bíblia é o Livro.

A Escritura é o Texto.

A Palavra É!

“Escritura” sem Deus é apenas um texto religioso aberto à toda sorte de manipulações!

No genuíno encontro com Deus e com a Palavra, a Escritura vem depois.

Sim! A Escritura vem bem depois!

O processo começa com a testificação do Espírito — pelo testemunho da Palavra de que somos filhos de Deus (Atos 16:14; Romanos 8:14-17; 10:17).

Depois, nos aproximamos da Escritura, pela Palavra. Então, salvos da “Escritura” pela Palavra, estudamo-la buscando não o seu poder ou o seu saber, mas a “revelação” imponderável acerca da natureza e da vontade de Deus, que daquele “encontro”—entre a Escritura, a Palavra e o Espírito — pode proceder.

Para tanto, veja João 5:39-40, onde o exame das Escrituras só se atualiza como vida se acontecer em Cristo.

Um exemplo do que digo é a tentação de pular do Pináculo do Templo. Tinha uma “base bíblica”— se levarmos em conta a Escritura como sendo a Palavra. Mas o que Jesus identificou ali foi a Escritura sem a Palavra.

Um ser pré-disposto ao sucesso teria pulado do Pináculo em “obediência” à Escritura e à sua literalidade, violando, para sua própria morte, a Palavra.

Sim! Estava escrito.

Porém, não estava dito!

Ora, é em cima do que está escrito mas não está dito, que não só cometemos “suicídios”, mas também “matamos” aqueles que se fazem “discípulos” de nossa arrogância, os quais, motivados pelas nossas falsas promessas, atiram-se do Pináculo do Templo abaixo.

E é também por causa desse tipo de obediência à letra da Escritura que nós morremos.

A letra mata!

Olhamos em volta e vemos o Livro de Deus em todas as prate-Lei-ras. Vemos o povo carregando-o sob o braço e percebemos que eles são apenas “consumidores de Bíblias”.

Vemos seus lideres e os percebemos, muitas vezes, apenas como “mercadejadores” de Bíblias e dos “esquemas” e “programas” que se derivam do marketing que oferece e vende sucesso em “pacotes em nome de Jesus”.

Sim! E isso tudo não porque nos faltem Bíblias e muito menos acesso à Palavra.

O que nos falta é buscar a Deus por Deus.

O que nos falta é sermos filhos amados de Deus não porque isto nos dá status Moral sobre uma sociedade que não é mais perdida que a própria “igreja”, coletivamente falando, é claro!

O que nos falta é a alegria da salvação, sendo essa alegria apenas fruto de gratidão.

É somente na Graça que a leitura da Bíblia tem a Palavra para o coração humano. Sem a iluminação do Espírito a Bíblia é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.


Caio

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Impactado pela Glória de Deus!


Ontem, Domingo, fui impactado pela Glória de Deus!
Foi muito bacana!  Custei dormir, fiquei deslumbrado!
Foi extraordinário!
Assisti a um documentário sobre as Rainhas da Savana Africana.
O documentário mostrava a vida de diversas fêmeas que vivem na Savana.
Mostrou as leoas, e como os leões são uns bichos sacanas.  Não acho mais que são os reis da selva.  Os preguiças não participam da caçada e só deixam as leoas comerem depois que estão fartos.
Mostrou a solitária fêmea de Guepardo e seus filhotinhos.
Os babuínos então!!!  São uma graça.
A fêmea do hipopótamo, e diversos outros aspectos da vida na savana.
Não conseguia deixar de admirar tanta Glória de Deus!
Fiquei em pleno estado de adoração ao Criador!
Os céus, a terra, o ar, o fogo, o mar, rios, árvores, aves, peixes, animais, .... realmente, .... manifestam a Glória de Deus, e sem linguagem, nem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até o fim do mundo....
Glórias sejam dadas a quem realmente é digno delas....
Douglas José. (Caminha em São Fidélis-RJ).

P.S.: (No início de texto não pensou que eu tivesse ido a algum culto em "igreja pentecostal"? ou pensou? rsss).

Muito blá-blá-blá!!






















Soa como loucura hoje, no meio desses mega problemas, os quais envolvem tudo de tudo, do meio ambiente à perturbação da mente humana, pensar que um grupo de discípulos de Jesus pode ainda fazer qualquer sentido no mundo.

No entanto, se não fossemos judeu-evangélicos, sentindo-nos em relação ao Evangelho exatamente como alguns se sentiram em relação a ficarem em Jerusalém ao invés de irem ao mundo pregar a Palavra, existindo com a síndrome dos peixes de aquário, com complexo de passarinho de gaiola, sofrendo da sensação de produtividade de um ramister em roda de gaiola, contentes com a embaixada social da associação igreja, e dando banana para o mundo perdido, saberíamos que apesar de nossa fraqueza, incapacidade e inexpressividade, se fossemos às ruas, becos, encruzilhadas da terra, e todos os guetos, grupos e antros sociais, e apenas pregássemos, sem fixação em púlpitos, e sem crer que ministério só acontece dentro da “igreja” e de crente para crente, mas, muitos antes disso, como algo que acontece no caminho, e como resultado da paixão de cada um por Jesus, e isso feito em amor amigo e fraterno entre eles, geraria como resultado uma revolução simples, barata, poderosa, em cada canto da terra, e sem astros como atrações.


Se parássemos de ficar falando de Deus, estudando Deus, compreendendo Deus, defendendo Deus, trabalhando em escritórios de Deus, em entidades de Deus, em assembléias para tratar das coisas de Deus, sem comprar ou vender terreno para Deus, sem perder todo esse tempo “com Deus”, e, como o samaritano, sem agenda de sacerdote e levita, apenas fizéssemos o que tem de ser feito, e vivêssemos o fruto genuíno do Evangelho em nós, sem temor quanto a pregar, a orar com necessitados em qualquer lugar, até na sauna — então, subitamente veríamos que hoje mesmo, algo sem paralelos aconteceria na Terra.

Para isso também é fundamental parar de ficar explicando Deus para os religiosos assumidos e definidos. Pregar para cristãos de casca grossa não é cumprir a grande comissão de Mateus 28. É distração do inferno nos afastando para pregação a quem quer ouvir.

Provavelmente 95% da energia gasta pelos “cristãos” seja expendida em discussões entre “cristãos”. E no fim do dia a pessoa sente que se dedicou à obra de Deus. Tudo engano. São apenas os Templários modernos procurando o seu Santo Graal.

Levanta. Toma teu leito, teu púlpito e tua algema de microfones, e anda enquanto é dia!”

Caio

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cores vivas e festa 1024x768 Papel de Parede Wallpaper

O que Jesus pensou quando leu o Salmo 1?

Como foi que Jesus encarnou isso? 

Como ele viveu isso? 

Sim, pois dizer que “o verbo se fez carne” significa que tudo que havia sido verbalizado como inspiração divina antes, foi encarnado em Jesus de Nazaré. E, lendo o salmo 1 a partir de Jesus, as perspectivas mudam, pois Ele passa a ser a chave que nos abre todos os tesouros.

Ora, ímpio (oposto de pio) é todo ser que não é capaz de exercer misericórdia.

E mais: essa estrutura ímpia está instalada nas associações religiosas. Irônica e contraditoriamente, os das tais associações acham que o ímpio é o que não segue a sua  formação religiosa, que o ímpio é o que não está no seu meio. Esse achismo já impede estes de exercer misericórdia, pois há uma confusão instalada em suas mentes, afirmando-lhes que piedade é um esforço religioso de se comportar adequadamente. Adquirindo para si uma presunção de juízo, endurecendo-se, dando-se poder de determinar quem é ímpio pela aparência, pelas visualizações, pelo não pertencimento ao grupo enquanto, na verdade, a piedade se manifesta como exercício de misericórdia.

Na perspectiva religiosa, esse é o ímpio. O religioso torna-se moralista e, consequentemente, desprovido de capacidade de reconsiderar qualquer coisa. Cheio de juízo, acha que ímpio é quem não aceita nem segue rigorosamente sua confissão de fé.

Enfim, etimologicamente, o ímpio é aquele que é mau, que tem rigidez mas sem qualquer densidade dentro de si, que é sistemático, não volta atrás, fecha questões, não pensa diferente, suas certezas são totais; então segue adiante, gelado, esfolando, arrebentando.

Do ponto de vista histórico, como Jesus fez essa aplicação?

Como ele viveu? Quem Jesus chamou de ímpio?

Quem era o ímpio nos tempos de Jesus? Seria Zaqueu, o publicano? Seria Maria Madalena? A resposta é NÃO.

A quem ele chamou de escarnecedor, de ímpio? Ao fariseu.

Onde você não vê Jesus nunca e qual a principal roda dos escarnecedores? O templo.

É no templo que eles estão. Usando descaradamente o nome de Deus, falando a mentira em nome da verdade de Deus, manipulando o nome de Deus com aquela cara lavada, toda bonitinha, toda certinha, toda arrumada, toda enquadradinha. Sua impiedade é gradativa e praticamente imperceptível; impiedade que envenena com mil disfarces. A impiedade escrachada não traz grandes perigos; esta sim, é a que mata, a que nos envenena sutilmente com todas as formatações do suposto bom conselho. Conselho que não carrega vida, não carrega reconciliações, não carrega graça, nem misericórdia, nem oportunidades; só morte e finalizações. Isso é que é falsificação da palavra de Deus.

Nesse agrupamento JESUS nunca se assentou. Ele só foi lá amarrado. Para ser julgado. Ele preferiu morrer entre dois ladrões a se assentar entre aquela curriola divina que se exalta declarando para si mesmo uma não-pecabilidade, batendo no peito e dizendo: "graças dou por não ser como os demais..."

E onde você O vê?

Você O vê nas esquinas, nas praças, no caminho, nos bares, nas noites, nos jantares, nas celebrações, nos casamentos, dando atenção a quem ninguém dava, incluindo quem estava fora, chamando pelo nome aqueles a quem não eram nomeados, socorrendo problemas do tipo “não pode acabar o vinho”.

Portanto, cuidado com as certezas dos seus conselheiros.Toma cuidado pra ver onde é que você está recebendo informações a partir das quais você alimenta sua vida. Veja se elas são fruto da misericórdia, da graça, do amor e da justiça ou se elas são produzidas pelo juízo, pelo julgamento precipitado, pela atitude de esmagamento do outro e pela incapacidade de jamais voltar atrás.

Ou seja,

Cuidado com conselheiros cheios de certezas prontas e acabadas, pois a misericórdia sempre deixa uma porta aberta. Ainda que seja pra você escapar. Uma porta estreita, apertada, que o livrará do embaraço, do problema, da aflição, da angústia, da culpa, da dor.

Bem aventurado o homem que não anda no conselho de quem não tem coração, daquele que não tem misericórdia. Pois o pior escárnio é a indiferença ante a verdade de Deus.

Para o bem aventurado o prazer está na lei do Senhor.

A lei do Senhor, para Jesus, é a GRAÇA.

Jesus nos chama para dentro de critérios imponderáveis da verdade, da justiça, do amor e da misericórdia. Em vez de aprovar o religioso certinho que cumpria regras, Jesus deu preferência àqueles que eram reprovados, invertendo parâmetros e lógicas, subvertendo aquela ordem estabelecida pela tradição religiosa transmitida pelos líderes que invalidaram a Palavra de Deus. (Marcos 7)

E, esse chamado, não é algo que se sente e também não está escrito em algum lugar. Você é tocado por ele. Isso tem a ver com entendimento que é fruto de uma consciência que está grávida de outros valores; que abre pacotes, que pergunta pela misericórdia ao final de cada coisa, que não deixa o sol se pôr sobre a ira, ou seja, não deixa o dia cair e a noite abraçar você e te ninar com amarguras. (Ele não diz para não se irar, mas para não permitir que o ocaso daquele sentimento se congele, dando lugar ao diabo).

E na Sua lei medita de dia e de noite...

Sem ter hora nem lugar para meditar pois meditação é a vida. Ai daquele que precisa de tempo e local para meditar. Meditar é existir. Existir conforme a lei da graça e não de cartilha religiosa.

Aliás, se a nossa salvação dependesse da síntese dos mandamentos estaríamos falidos."Na lei da lei estou perdido. Na lei da graça eu estou salvo".

Aceitando a graça como lei é que somos salvos. Salvos de nós mesmos para sermos graciosos com o outro. Fazendo manutenção da graça em permanente estado de perdão, à medida que a praticamos no cotidiano com o outro. Está conquistado! Em Cristo, a gente sai liberado. Ele nos tira dos tribunais e nos traz para a consciência que nos diz: quer perdão, perdoa; quer graça, seja gracioso; quer misericórdia, seja misericordioso; quer ser compreendido, entenda. Esse é o SER que está andando debaixo da lei de Deus. Para este há ressurreição. Ainda que morto entre dois ladrões. Pois a Graça foi conquistada por Jesus na Cruz pra mim para sempre; sou chamada com convicções reforçadas, a aplicar tal manutenção junto ao meu próximo na qual recebendo favor infinitamente imerecido, fazer favor infinitamente imerecido. Esta é a lei do caminho e bem aventurado quem transforma isso, não em compreensão intelectual, mas num estado de ser.

Peçamos a Deus:

Senhor, constrói dentro de mim um ser sólido, não rígido; constrói algo denso, não pedrado; constrói em mim verdade, não moralismo; algo que esteja além da minha compreensão  e que eu não precise explicar por saber que é verdade.

Amém!


Fonte: Blog da Rê

sábado, 5 de fevereiro de 2011

DEUS SÓ É BOM SE FOR FIXO!











































DEUS SÓ É BOM SE FOR FIXO!

Quando Jesus disse “Quem vê a mim, vê o Pai”, acabou todo o trabalho de especulação acerca de Deus e iniciou-se o caminho do conhecimento de Deus pela via da experiência pessoal do indivíduo com Jesus. A partir deste momento também se deflagrou, explicitamente, a jornada do conhecimento de Deus pela simples e humana manifestação de Jesus para com todos os tipos de seres humanos.

Olhando Jesus, vejo Deus se relacionando com os seres humanos num mundo não-ideal, ou caído, como se costuma dizer. Assim, Jesus revela a relação de Deus com a vida conforme os olhos humanos a vêem. E propõe a relação do homem com Deus como amor a Deus que se manifesta de modo humano; amando a Deus no próximo.

Em Jesus, o amor a Deus se torna algo simples como Ele disse que simples seria ver o Pai: simplesmente olhando para Ele. “Quem vê a mim, vê o Pai”. Todavia, seguindo o mesmo sentido e qualidade relacional, Jesus disse que se Deus é visto no Filho do Homem, do mesmo modo Deus só é amado no homem.

Desse ponto em diante, começa uma vida com Deus que se faz marcar pelo “assim como”. Em “assim como vos amei, amai-vos uns aos outros” ou “Assim como vos fiz (lavando-lhes os pés) fazei uns aos outros”. Ou mesmo: “Assim não será entre vós”, passagem em que falou que o padrão de liderança entre os discípulos não era pela via do controle, mas do serviço e da doação do ser ao próximo e sem juízo. Outro exemplo se dá em: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”.


Desse modo, se substitui toda especulação pelo simples “assim como eu, assim seja com vocês, pois assim é conforme o Pai, o qual é visto em mim; pois eu e Ele somos Um”.

O interessante é que os humanos — que sempre criaram imagens de escultura para serem seus deuses; ou que modernamente cultuam a igreja, a religião, gurus e etc como verdadeiros deuses — ficam chocados quando se diz que a “teologia” acabou, que a filosofia cristã especulativa e grega é uma estultícia e que a simples verdade é: em Jesus está tudo.

Sim, Deus aberto, explicito, santamente arreganhado.

Diante disso, a questão é: como se pode cultuar uma imagem fixa e criada pelo homem e, ainda assim, ficar escandalizado quando se diz que quem vê Jesus, vê Deus? Fundado no fato de que “quem vê o Filho, vê o Pai”.

A resposta é tão óbvia quanto o pecado humano: “Deus de pedra a gente topa, mas vivo e humano-divino, andando e nos chamando a andar, a gente não quer”.

Sim, porque o homem prefere qualquer coisa fixa — seja um ídolo de barro, pau, pedra, ouro, gesso ou bronze. Ou então um “Deus” feito de pacotes de salvação, de unções especiais feitas por homens especiais. Podendo ainda ser algo coberto pela aura de uma espiritualidade ativada pela via de um rito, de um culto, de uma oferta; ou de qualquer outra forma de controle e gestão do sagrado — do que simplesmente crer que quem vê Jesus, vê o Pai; e tem tudo.

E por que é assim tão simples e complicado, tanto para “pagãos” quanto para “cristãos”?

Porque essa hiper-simplificação que a encarnação faz de Deus — quem vê a mim, vê o Pai — não é fixa, porém insuportavelmente livre. E ninguém, de fato, ou quase ninguém, gosta de liberdade. Também não quer possuir uma consciência que tenha que ser exercida o tempo todo, seguindo a simplificação suprema de Deus na Encarnação; a qual é simples e tão livre como o vento que sopra onde quer. Portanto, esta simplicidade demanda a coragem da folhas que apenas se deixam levar... E isto conforme o Evangelho, está nas vísceras da existência; e sempre inapelavelmente em Deus e com Deus.

Ao final, em algum momento final de verdade absoluta, todos os humanos vão ter que admitir que amaram muito pouco a liberdade. Tiveram tudo para viver livres, mas sempre criaram álibis para colocarem-se sob novos jugos de escravidão. Até mesmo aqueles pronunciados falsamente como “liberdade”. Jesus disse: “Quem vê a mim, vê o Pai”.

O problema é que Ele não disse fiquem, mas sigam-me. Não disse “façamos aqui três tendas”, mas afirmou que quem propôs tal coisa não sabia a loucura que pronunciava. Não disse fujam do mundo, mas sim vivam nele livres do mal. Não propôs nenhuma evasão da realidade, ao contrário, mandou discernir os tempos. Jesus não era previsível em nada, exceto em Seu amor e misericórdia. Não se impressionava com gente, nem com lisonjas, nem com números, nem com Seus próprios milagres ou qualquer milagre. Sempre afirmando que o grande milagre era amar apesar de tudo.

Assim, sempre escandalizou quem não deveria se escandalizar. E principalmente, escandalizou a todos aqueles que achavam que um homem como Ele não se ofereceria para ser amigo deles.

Por esta razão, é melhor chamar pau e pedra e doutrina e dogma, de “Meu Deus”; do que apenas ver o Pai em Jesus. Sem especulações ou teologismos, contentando-se em “segui-Lo”.
Tal percepção é tão danosa aos fazedores de ídolos de latão, como aos leiloeiros de barganhas cristãs. E não menos danosa aos teólogos sofisticados e, acima de tudo, à religião.

E por quê?

Ora, qual é a diferença entre um fazedor de ídolos de pedra e um fazedor de ídolos de idéias?

Outro dia um “alto clero” evangélico me disse que “a teologia é o estudo de Deus”. Que diferença há entre tal “curso sobre Deus” e um treinamento que um artífice de ídolos dá a um novo assistente de oficio? “Quem vê a mim, vê o Pai” é uma revolução que quase ninguém quer, pois acaba com quase tudo o que foi instituído como divino e sagrado. E isto vai da Macumba à Igreja Evangélica.

Enquanto isto...

Os mercenários, os lobos e os doutores de Deus tentam convencer o povo de que se não forem obedecidos ou seguidos em suas sabedorias, sofrerão as conseqüências. No primeiro caso haverá maldição e no segundo caso, uma viagem sem volta para fora da “sã doutrina”. Doutrina esta que só é sã porque é a deles; e eles são os “sãos” que não precisam de médico.

Por esta razão, Jesus continuará a ser a manifestação e encarnação do Pai para os cristãos, desde que sempre seja visto pelos olhos mal-intencionados de uns. Há ainda aqueles fanaticamente condicionados, que confessam tudo isto, mas têm pavor que o povo acredite e não precise mais de suas “sacerdotalidades” a fim de prosseguirem na jornada. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!” — advertiu o velho apóstolo João!

Nele, que É Aquele que É,

Caio

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Para meditar!!!



Por Renato Vargens

Conta a lenda, que certa vez uma mulher pobre com uma criança no colo, ao passar diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça o principal. Lembre-se porém de uma coisa: depois que você sair, a porta se fechará para sempre! Portanto, aproveite a oportunidade, mas não esqueça o principal..." A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia em seu avental. A voz misteriosa então, falou novamente: "Você só tem oito minutos." Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, e o desespero durou para toda a vida.

Pois é, o mesmo acontece às vezes conosco. Temos muitos anos para vivermos neste mundo e uma voz sempre nos adverte: "Não esqueça o principal!" E o principal são os valores espirituais, a oração,a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto, que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma”.

Caro leitor, a luz deste pequeno conto gostaria que você respondesse para si mesmo dizendo o que o dinheiro tem significado para você?

Lembre-se que lamentavelmente por amor ao dinheiro, muita gente tem negociado seus valores, vendido a moral e abandonado a família e não são poucos que em virtude disto tem perdido seu lar e seus filhos.

Pense nisso!