domingo, 13 de março de 2011

SEM BARGANHAS A FAZER!!!

Início do capítulo IV, do livro "SEM BARGANHAS COM DEUS", de Caio Fábio.

Aqui desejo fazer um breve resumo do que expandirei ainda num outro livro desta série, por julgar que o tema é importante neste momento de nosso desenvolvimento, na progressão deste livro.

Falo em “resumo” porque creio que neste ponto ainda não seja necessário demonstrar em detalhes que a Moral não é um tema cristão — seja para a salvação, a santificação, e, sobretudo, para promover a verdadeira liberdade, que acontece apenas e tão somente quando o coração muda pela obra do Espírito e da Palavra, e se entrega ao amor de Cristo, deixando-se por Ele “constranger”, nascendo, assim, todos os dias que são Hoje, a “nova criatura.”

Desejo, todavia, demonstrar, de passagem, que a Moral tem muitas seduções. Afinal, a força do pecado é a Lei!

Isto porque o exercício da liberdade em Cristo é algo extremamente cansativo. E é aí que a Moral entra com suas fórmulas, certezas e “pacotes” de receita comportamental.

As pessoas cansam de ficar se perguntando, a cada ato ou decisão, se aquilo promoverá a Glória de Cristo, se trará vida à existência, se deixará livre o nosso próximo para que ele viva, e, também se realizará a Justiça e a Graça do Reino de Deus.

Ora, experimentar a Graça na consciência e que nasce da obra incessante do Espírito e da Palavra no “homem interior” — que é a verdadeira liberdade em Cristo —, demanda de nós uma certa dose de força, exercício, sabedoria, reflexividade, disposição interior, e, além de tudo, pode também atrasar nossas ações. E, como já disse, isto cansa e apavora a maioria dos cristãos!

Daí, não sabendo o que ser e nem fazer, preferirmos um “pacote”, mesmo que Moralista, a fim de diminuirmos os nossos “riscos” de julgamento histórico, mas perdendo a liberdade para a qual Cristo nos libertou, aumentando o “risco” do julgamento espiritual, por relativizarmos a confiança na Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

E que contra-dição!


Diminui-se o risco-de-juízo-terreno e perde-se completamente a liberdade-de-ser-em-Cristo, já agora, colocando-nos, desse modo, sob o pior de todos os jugos na Terra, que é o de confessarmos o Nome de Jesus mas não usufruirmos do poder de Sua Cruz! 


Coisa de quem prefere sub-viver a viver. Entretanto, o Caminho, que conduz à Vida, é estreito, e implica numa entrega em fé a Deus e à Vida, o que, em Cristo, produz vida e vida em abundância!


Aqueles que não se sentem intelectual e emocionalmente bem dotados, normalmente, pensam que eles não têm a capacitação intelectual e emocional para lidarem com essa questão, daí o “entregarem-se” a outros para que decidam por eles.


E, assim, nascem os novos mediadores entre Deus e o homem — e não é Jesus Cristo, o homem, e que são os que pensam representar a Deus e falar por Ele, sejam indivíduos ou seja a “igreja”, como mediadora horizontal dessa suposta “Graça”. O problema é que a Graça só é verdadeira, quando vem de Deus pela Palavra e pelo Espírito, e atinge o coração, sem nenhuma necessidade de mediação sacerdotal humana de nenhum tipo, e, assim, gera a verdadeira liberdade em Cristo!


Já os “ativistas da liberdade” pensam que eles têm mais o que fazer do que ficar discutindo sobre o tema. Afinal, eles são livres para agir, por se julgarem livres da Moral burguesa ou de qualquer outra expressão dela. E, assim, confundem liberdade de ação com liberdade em relação ao Moralismo!

Engano!


Todos, no entanto, estão tentando achar um conjunto de regras, preceitos, imperativos e limites para si e para o próximo. A questão é que eles não sabem que liberdade não se conquista com liberdade de expressão, mas com a pacificação do ser. E, isto, só acontece quando as lutas cessam pela presença da paz de Cristo, que excede a todo entendimento!
.................. Continua no livro.  Download grátis do livro no final deste blog.

segunda-feira, 7 de março de 2011

VOCÊ É EVANGÉLICO? FAÇA O TESTE!



Muitos se ofendem com críticas feitas ao Evangélicos, pois se consideram como tais. Porém, pergunto, para que alguém seja considerado Evangélico, basta que essa pessoa diga: "eu sou"? Não há nenhum teste que a própria pessoa possa fazer para saber se ela é Evangélica ou não?


Foi com o intuito de responder essa questão que eu criei esse teste de uma só pergunta. Sim, uma só pergunta. Aqui está ela:

Você diria a alguém que quisesse saber onde poderia aprender mais sobre Jesus para que esse alguém procurasse a Igreja Evangélica mais próxima?

Se a sua resposta for SIM, você pode se considerar Evangélico.

Se a sua for NÃO, você não pode se considerar Evangélico.

Simples, não?

Não concorda com a conclusão do teste?

Você acha que pode se considerar Evangélico e não recomendar a Igreja Evangélica mais próxima?

Então, saiba, você não é mais Evangélico e nem sabe ainda.

Sabe por que eu digo isso?

Porque eu já fui Evangélico. Eu fui Evangélico no tempo em que a gente pregava nas ruas, praças, feiras, rádios, etc., e dizia para aqueles que quisessem aprender mais sobre Jesus para que procurassem a Igreja Evangélica mais próxima de suas casas.

Hoje, eu não faço mais isso de jeito nenhum.

Eu mudei?

Não, eu continuo crendo em quase tudo que cria naquela época.

E o que mudou para que eu diga que não sou mais Evangélico?

Mudaram os Evangélicos. E, mudaram para uma direção que eu não tenho a menor vontade de seguir.

Antes, ser Evangélico era crer que Jesus veio para servir e não para ser servido -- e que, portanto, nós devíamos seguir o exemplo dEle. Hoje, ser Evangélico é crer que Jesus faz com que os Ímpios (os não-evangélicos) nos sirvam, pois, segundo os Evangélicos atuais, nós nascemos para ser cabeça e não cauda.

Antes, ser Evangélico era crer no Deus dos homens. Hoje, é crer nos "homens de Deus".

Antes, ser Evangélico era crer que a vida do homem não consiste na abundância dos bens que possui. Hoje, quem não possui bens está em pecado ou tem maldição sobre a vida.

Antes, ser Evangélico era estar coberto pelo sangue de Jesus. Hoje, é estar coberto pela pretensa autoridade espiritual de outro homem.

Antes, ser Evangélico era crer que nós éramos o templo que Deus habitava. Hoje, é crer que Deus vai habitar os templos suntuosos, de ferro e concreto, que estão sendo construídos supostamente para a "glória de Deus".

A lista de diferenças entre o que era e o que é ser Evangélico é imensa. No entanto, se você quiser saber que tipo de Evangélico eu era e qual era o meio em que vivia, leia o texto que escrevi sobre EDILSON BRAGA  em http://blogdobento.blogspot.com/2011/03/edilson-braga-o-louco-de-deus.html

Mesmo depois de tudo que você leu até aqui, ainda assim você acha que o meu critério de seleção para quem é e quem não é Evangélico não retrata a realidade? Então, a prova é simples. Faça o mesmo teste com um Católico Romano. Pergunte se ele indica a igreja mais próxima da casa dele para quem quiser saber mais sobre Jesus.



P.S. Não precisa nem pedir autorização. Quem quiser pode reproduzir esse texto onde achar que deve